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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Devagar ... Sem pressa - Daisi Oliveira de Souza






Ando devagar, pois quero apreciar a vida
Que passeia ao lado dos  meus passos,
Deixei  a pressa lá atrás, hoje já esquecida,
Tê-la não me fez mais capaz,

Já tive tanta pressa....
Em amar e acreditar que seria  para sempre
Mas sabe-se que pra sempre não existe,
Continuo devagar  a  divagar....
Sabendo que o  amar  é lento
Para quem sabe o que quer e ... persiste,
Sem  pressa ...  o amar é devagar,

Amo  as quatro  estações do ano,
Com elas surgem raras belezas
 cada uma  a  sua  maneira,
Passam devagar , verão, outono , inverno
Aguardo  a  primavera ...
Estação tão bela, mas até ela passa ...

Da  janela vejo a lua  surgindo  ao entardecer,
Lá  vem ela -  toda bela ,
Também sem pressa – faz-me enternecer
E todas as noites me inspira à escrever;

 E tudo vai ,volta, nesse mesmo ritmo ,
Dançando os ciclos da vida
Devagar... Sem  pressa,

Há muito o  que percorrer.


Daisi Oliveira de Souza
In "Sob  O meu Olhar"
Lei 9610/98

domingo, 27 de outubro de 2013

Wagner Borges - Lições do Tempo e da Vida

Música Stolen Kiss - Ernesto Cortazar
Ah, a música!
Pode falar de amor.
Ou de dor.
Mas sempre vem do coração.

O tempo não para...
Assim como o músico;
Que continua compondo, além...
Dia sim, dia não, tem som!

Nada é como antes...
Nunca é!
Porque o tempo não para...
E eu vou junto.

O sol levanta-se, lindo.
Mas quem aprecia o milagre?
Parece só mais um dia...
Mas é a vida explodindo em luz.

Ah, a lua ascendeu no firmamento.
Mas quem aprecia a bela?
Parece só mais uma noite...
Mas os poetas e os músicos a conhecem.
Eles sentem alguma coisa,
Dentro do coração.
E poucos entendem isso.
Eles estão grávidos de poemas e músicas.

O tempo não para...
E tudo acontece.
Às vezes chove; outras vezes, não.
E tudo é milagre da vida.

Ah, quem sabe amar?
Não quem só diz que ama.
Mas quem vê o milagre do amor,
Fazendo o próprio peito virar sol.

Quem morre mesmo?
Talvez os que não se realizam.
Os mesmos que não veem milagres
Nas coisas simples da vida.

Talvez haja vida nessa vida...
Porque, além dela, isso é certo.
Assim como era antes.
Pois o tempo não para...

E quem pode provar isso?
Quem não aprecia a vida, aqui e agora,
Também não fará isso depois da morte.
Sem ver o milagre, o espírito fica pobre.

E que milagre é esse?
O de transformar água em vinho?
Ou aquele de conhecer a si mesmo,
Para, assim, reconhecer a vida?

Ah, a música!
Pode até falar de vida além da vida...
De vida antes da vida...
E de vida, na vida mesma...

O tempo não para...
Os poetas e os músicos sabem disso.
E sempre procuram a lição de cada dia.
Que sempre vira poema ou canção.

Para registrar o milagre da vida.
E acordar os que não vivem.
Para olhar as flores e os amores
Florescendo nos jardins e nos corações.

Ah, quem não sabe rir, fica doente.
E, assim, não vê milagre em nada.
Quem não sabe amar, perde a luz.
E a vida acaba antes da morte.

E não é depois que se conserta isso!
É agora mesmo, numa simples canção.
Pois o tempo não para...
E tudo é lição... As flores, os amores, e a vida.

Ah, nem mesmo os poetas e os músicos
Sabem bem o que rola...
Eles são médiuns de algo mais...
Que entrega a mensagem em seus corações.

Que lhes inspira a falar de milagres
Nas coisas simples da vida.
Que lhes fala de belezas além...
Para quem já vê beleza no aqui e agora.

Ah, a música!
Pode falar de amor.
E até de vida, antes, agora, e depois...
Sempre vida.

O tempo não para...
E tudo é lição;
Para quem vê milagres em seu próprio coração.
E admira a vida, antes, agora, e sempre...

Ah, quem sabe o que rola?...
Os poetas e os músicos só escrevem, e se encantam
Com a mensagem que desce em seus corações,
E que diz, “que todo tempo é tempo de crescer!”

Wagner Borges